O grupo Banco Mundial foi fundado na conferência de Bretton Woods em 1944, após o término da Segunda Guerra Mundial. Hoje é constituído por um conjunto de organismos, dentre os quais o principal é o BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) além de abranger cinco outras agências: IDA, IFC, ICSID, MIGA e o GEF.
A década de 1980 representa um momento importante de reorientação do papel das políticas tanto do Banco Mundial quanto dos demais organismos multilaterais de financiamento, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Os países de Terceiro Mundo passavam por crise de endividamento, sendo que a América Latina esteve no centro, cabendo ao Banco articular renegociações e garantia para os pagamentos das dívidas externas. Na verdade o Banco e o FMI constituem organismos responsáveis não só pela gestão da crise de endividamento como também pela reestruturação neoliberal dos países em desenvolvimento.
Na segunda metade da década de 90 ocorreu uma segunda fase de reformas que condicionava mais flexibilização do mercado de trabalho e alteração da legislação trabalhista e previdenciária, assim como reforma do sistema educacional.
Em março de 2005 o presidente dos Estados Unidos George Bush nomeou o conservador Paul Wolfowitz para a presidência do Banco Mundial que se manteve resistente ao multilateralismo e a participação da sociedade civil.
Sem sombra de dúvida as incoerências entre condicionalidades e metas impostas pelo Banco Mundial e o FMI geram contradições entre o discurso que diz priorizar o combate à pobreza, o alinhamento efetivo às política de ajuste estrutural, que naturalmente tem alimentado uma política de exclusão social.
Em 1990 a educação foi reafirmada como direito através da Conferência Mundial de Educação para Todos na Tailândia e pela Cúpula Mundial de Educação para Todos ocorridos em Senegal em 2000. Tais eventos foram promovidos pela Unesco, Unicef, PNUD e Banco Mundial. Na ocasião, foi firmar o compromisso com a educação básica, contemplando a educação de jovens adultos, a questão do gênero e a dimensão da qualidade.
Nas últimas décadas o Banco Mundial vem propondo um conjunto de reformas educativas para muitos países que têm como prioridade a educação primária, melhoria da eficácia da educação, dando ênfase aos aspectos administrativos entre outras.
O Banco Mundial apesar dos impasses tem contribuído significativamente no desenvolvimento mundial, principalmente em caráter estratégico ao lidar com o processo de reestruturação neoliberal para os países em desenvolvimento através de políticas de organização estrutural.
Os Estados Unidos desde a sua criação vem participando da gestão do Banco Mundial, apropriando-se do poder de decisões, votações, graças a supremacia no aporte de capital, garantindo a presidência do referido banco entre as cinco nações líderes a participação na definição de suas ações, em benefício do desenvolvimento humano no Brasil e no mundo.
A partir das condicionais o Banco Mundial traçou algumas reformas estruturais nos países endividados, alimentados por uma concepção ‘’mas adequada de crescimento’’ numa dimensão liberal, privativista, de abertura com o comércio exterior e ortodoxa no plano monetário. Baseando-se nesse pressuposto o Banco Mundial consegue as seguintes medidas em função do desenvolvimento sustentável dos países:
1. equilíbrio orçamentário, sobretudo a redução dos gastos públicos;
2. abertura comercial, pela redução das tarifas e importação;
3. privatização das empresas e dos serviços públicos;
4. liberalização financeira, além de outros eixos apontados;
5. desregulamentação dos mercado domésticos pela eliminação dos instrumentos de intervenção do estado, como controle de preços, incentivos, etc.
As políticas implementadas pelo Banco Mundial tem suscitado críticas pressões favoráveis à implementação de reformas. Essas críticas são oriundas principalmente das Organizações Não- Governamentais e movimentos sociais. Como forma de atenuar as críticas e construir novas bases de legitimidade a fim de investir em programas de combate à pobreza embora não tem surtido os efeitos desejados pela sociedade civil. A avaliação almejada depois da década de 90 confirma-se a falta de uma estratégia consistente de financiamento, a imposição de projetos pelo Banco Mundial sem compatibilidade com as propostas dos governos e organizações locais. Suas propostas são alvo de críticas por contemplarem financiamento de programas sociais compensatórios.
O BM tem reservado atenção especial à educação, vista não apenas como meio para a redução da pobreza, mas prioritariamente para a formação de “capital humano” como forma de corresponder ao novo padrão de acumulação. Dessa maneira, apesar das críticas o BM resiste às mudanças, colaborando de tal forma com a desigualdade e exclusão social, sem promover o desejável desenvolvimento sustentável no país.
Vale ressaltar que o Brasil representa um dos países de pouca produtividade dos projetos financiados pelo BIRD. Apesar desses contratempos o Brasil vem aderindo às reformas propostas pelo modelo liberal, sobretudo após a gestão do governo Collor, aderindo a programas de estabilização, diminuir gastos públicos, renegociar a dívida além de outras medidas.
O governo Fernando Henrique também se adequou as reformas a fim de manter uma melhor articulação com as políticas dos organismos multilaterais de financiamento. Este governo deu continuidade às reformas liberalizantes, ampliando o processo de abertura econômica, intensificando o processo de privatização e aprovando uma série de mudanças constitucionais que abrem caminho para o aprofundamento das reformas. Tal medida, propiciou uma melhor interação para as negociações entre Brasil o Banco Mundial.
A década de 1980 representa um momento importante de reorientação do papel das políticas tanto do Banco Mundial quanto dos demais organismos multilaterais de financiamento, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Os países de Terceiro Mundo passavam por crise de endividamento, sendo que a América Latina esteve no centro, cabendo ao Banco articular renegociações e garantia para os pagamentos das dívidas externas. Na verdade o Banco e o FMI constituem organismos responsáveis não só pela gestão da crise de endividamento como também pela reestruturação neoliberal dos países em desenvolvimento.
Na segunda metade da década de 90 ocorreu uma segunda fase de reformas que condicionava mais flexibilização do mercado de trabalho e alteração da legislação trabalhista e previdenciária, assim como reforma do sistema educacional.
Em março de 2005 o presidente dos Estados Unidos George Bush nomeou o conservador Paul Wolfowitz para a presidência do Banco Mundial que se manteve resistente ao multilateralismo e a participação da sociedade civil.
Sem sombra de dúvida as incoerências entre condicionalidades e metas impostas pelo Banco Mundial e o FMI geram contradições entre o discurso que diz priorizar o combate à pobreza, o alinhamento efetivo às política de ajuste estrutural, que naturalmente tem alimentado uma política de exclusão social.
Em 1990 a educação foi reafirmada como direito através da Conferência Mundial de Educação para Todos na Tailândia e pela Cúpula Mundial de Educação para Todos ocorridos em Senegal em 2000. Tais eventos foram promovidos pela Unesco, Unicef, PNUD e Banco Mundial. Na ocasião, foi firmar o compromisso com a educação básica, contemplando a educação de jovens adultos, a questão do gênero e a dimensão da qualidade.
Nas últimas décadas o Banco Mundial vem propondo um conjunto de reformas educativas para muitos países que têm como prioridade a educação primária, melhoria da eficácia da educação, dando ênfase aos aspectos administrativos entre outras.
O Banco Mundial apesar dos impasses tem contribuído significativamente no desenvolvimento mundial, principalmente em caráter estratégico ao lidar com o processo de reestruturação neoliberal para os países em desenvolvimento através de políticas de organização estrutural.
Os Estados Unidos desde a sua criação vem participando da gestão do Banco Mundial, apropriando-se do poder de decisões, votações, graças a supremacia no aporte de capital, garantindo a presidência do referido banco entre as cinco nações líderes a participação na definição de suas ações, em benefício do desenvolvimento humano no Brasil e no mundo.
A partir das condicionais o Banco Mundial traçou algumas reformas estruturais nos países endividados, alimentados por uma concepção ‘’mas adequada de crescimento’’ numa dimensão liberal, privativista, de abertura com o comércio exterior e ortodoxa no plano monetário. Baseando-se nesse pressuposto o Banco Mundial consegue as seguintes medidas em função do desenvolvimento sustentável dos países:
1. equilíbrio orçamentário, sobretudo a redução dos gastos públicos;
2. abertura comercial, pela redução das tarifas e importação;
3. privatização das empresas e dos serviços públicos;
4. liberalização financeira, além de outros eixos apontados;
5. desregulamentação dos mercado domésticos pela eliminação dos instrumentos de intervenção do estado, como controle de preços, incentivos, etc.
As políticas implementadas pelo Banco Mundial tem suscitado críticas pressões favoráveis à implementação de reformas. Essas críticas são oriundas principalmente das Organizações Não- Governamentais e movimentos sociais. Como forma de atenuar as críticas e construir novas bases de legitimidade a fim de investir em programas de combate à pobreza embora não tem surtido os efeitos desejados pela sociedade civil. A avaliação almejada depois da década de 90 confirma-se a falta de uma estratégia consistente de financiamento, a imposição de projetos pelo Banco Mundial sem compatibilidade com as propostas dos governos e organizações locais. Suas propostas são alvo de críticas por contemplarem financiamento de programas sociais compensatórios.
O BM tem reservado atenção especial à educação, vista não apenas como meio para a redução da pobreza, mas prioritariamente para a formação de “capital humano” como forma de corresponder ao novo padrão de acumulação. Dessa maneira, apesar das críticas o BM resiste às mudanças, colaborando de tal forma com a desigualdade e exclusão social, sem promover o desejável desenvolvimento sustentável no país.
Vale ressaltar que o Brasil representa um dos países de pouca produtividade dos projetos financiados pelo BIRD. Apesar desses contratempos o Brasil vem aderindo às reformas propostas pelo modelo liberal, sobretudo após a gestão do governo Collor, aderindo a programas de estabilização, diminuir gastos públicos, renegociar a dívida além de outras medidas.
O governo Fernando Henrique também se adequou as reformas a fim de manter uma melhor articulação com as políticas dos organismos multilaterais de financiamento. Este governo deu continuidade às reformas liberalizantes, ampliando o processo de abertura econômica, intensificando o processo de privatização e aprovando uma série de mudanças constitucionais que abrem caminho para o aprofundamento das reformas. Tal medida, propiciou uma melhor interação para as negociações entre Brasil o Banco Mundial.
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