O filme "O Diabo Veste Prada" foi construído a partir do livro de mesmo nome de autoria de Lauren Weinsberger. É uma obra que reflete a manipulação da moda mediada por uma chefe arrogante, mesquinha, narcisista e autoritária, manifestando o ideário de vida materialista divorciado dos valores humanos na dimensão de respeito ao outro. Como exemplo disso, a personagem, Miranda Priestly manifesta atitudes diabólicas na relação com seus funcionários, tratando-os como explorados e subimissos no segmento do trabalho.
A personagem Andrea Sachs consegue trabalho em uma revista de moda de Nova York. A mesma desempenha atividades junto a Miranda Priestly, executiva da revista, obcecada pelo trabalho, exigente consigo mesma e com as pessoas de seu convívio pessoal e, principalmente de âmbito profissional. Essa personagem priorizava as atitudes ríspidas como forma de externar seu autoritarismo e suprimir a liberdade de todos, naturalmente, colocando-os numa condição subalterna nas relações com o mundo do trabalho, mantendo convergência ao ideário capitalista.
Em suma, o filme reflete a busca incessante da ascensão profissional, permeada pela ambição, atitudes sarcásticas em função da consolidação da realização profissional e suplantação dos valores humanos.
O desencadeamento da narrativa expõe a supremacia dos valores materiais, supérflos, desde a culminância da beleza, felicidade até a exposição de condutas sociais esteriotipados no decorrer da história em prol do sucesso, da superação, da realização profissional, apesar dos possíveis transtornos do "saber cuidar" de si mesmo e do outro para uma vida mais ínegra, na condição de verdadeiro ser humano. Suprime-se o "aprender a ser", a "viver juntos" além de outros atributos de vida plena.
Tal postura, não condiz com as Novas Diretrizes e padigmas educacionais, já que a missão da escola é formar o educando em sua integridade, seja profissional, pessoal e social.
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