quinta-feira, 12 de março de 2009

Interagindo - Filmes

O filme "O Homem que Copiava" representa um acervo significativo para a leitura da realidade educacional e relações com o trabalho. Na verdade constitui um acervo bastante interessante para a carcterização de uma realidade social permeada de desagregações sociais. A obra é de autoria de Jorge Furtado, pautada de uma trama dinâmica sucetível a interpretações diversas a partir de fatos convergentes a realidade social.
O desenrolar da história começa com a participação da personagem protagonista identificada por André, um jovem de dezenove anos que trabalha numa papelaria na condição de "operador de fotocopiadora". Este entre uma atividade e outra aproveitava para ler qualquer gênero textual. A referida personagem é de origem humilde, sonhador e adepto das fantasias como parte da juventude de hoje. Não tinha muita firmeza nos seus atos, também, não previa consequências, por isso, passou por momentos de coplicações em seus processos vitais. Garoto de comportamento pacato, tímido, apaixonado e , sobretudo, mais um jovem dizimado pela exploração no trabalho oriunda da desiguladade social. Logo muito cedo este rapaz passou a se interessar por Silvia, sua vizinha e balconista de uma loja de roupas.
Certo dia, André teve a idéia de comprar um presente para sua mãe através da admirada balconista com o pretexto de conquistá-la. Porém, o mesmo não tinha dinheiro suficiente para comprar o presente sugerido pela vendedora. Inconformado com o seu quadro de limitações, caiu na vulneralidade de envolver-se com futilidades, cometendo furtos, assaltos e até homicídio intermediados pelas amizades de pessoas de comportamentos hostis, entre os quais inclui-se o balconista Cardoso e Marinês, mulher sensual, aventureira e adepta do ciclo da malandrage.
A història se configura numa narrativa fragmentada similar à mentalida do protagonista André. Este faz uma representação simbólica de muitos jovens que desde cedo enfrenta o mundo do trabalho numa relação de exploração e humilhação. Daí gera uma série de transtornos a partir das falsas amizades e mazelas desagregadoras da sociedade. Mas apesar de todas as adversidades geradas pelos fatos oriundos da delinquência ou mesmo da corrupção, os infratores caem na banalidade da impunidade, prática vivenciada na realidade social.

Nenhum comentário:

Postar um comentário